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Sustentabilidade
Há alguns anos vimos ouvindo esta palavra nos noticiários, nas palestras ou lendo-a em artigos de revistas especializadas em administração ou meio ambiente. No começo, parecia-nos uma jogada de marketing das empresas ou o discurso de grupos ambientalistas exagerados. Hoje é uma questão de sobrevivência, de mudança de hábitos domésticos, de racionalidade da produção e de relação com o planeta.
Produzir e viver com o menor impacto social, ambiental e econômico é a única saída para garantirmos a vida na Terra.
Quando se discute este tema pensa-se na emissão de gazes poluentes pelas indústrias ou pelos carros, na devastação da floresta Amazônica, no descongelamento das geleiras, nas alterações climáticas, na ocupação desorganizada dos espaços urbanos e outras questões tão complexas quanto estas. Realmente, estas são questões complexas no seu desenrolar e nas suas soluções, com inúmeras implicações sociais, políticas, legais e econômicas.
No entanto, existem outras situações bem mais simples de se resolver com ações super práticas e ao alcance de todos, que podem minimizar a extração dos recursos naturais e conseqüentemente ajudar a preservação da vida no planeta.
Sustentabilidade passa pela educação, conscientização e engajamento.
Educação que pode ser recebida nas escolas e universidades, mas também em casa e nas empresas.
Nas empresas, é possível se desenvolver ações e programas como compra de materiais ecologicamente corretos, destinação correta do que é descartado, sistemas de gestão de água e energia, consumo consciente de materiais, incentivo a reciclagem de materiais, desenvolvimento de manuais com dicas de ações diárias que permitam a sustentabilidade do planeta, premiações de idéias que possam ser implantadas na empresa, ações comunitárias, etc.
A partir do momento que as pessoas se conscientizam da situação e da importância destas ações para transformar o cenário, elas se engajam e ainda trabalham para conseguir a adesão de outros. E pela nobreza da causa passa ser um verdadeiro estilo de vida, uma missão.
Temos a obrigação de mudarmos este cenário:
• 240 mil toneladas de lixo são produzidas diariamente no Brasil
• apenas 2% do lixo é reciclado
• 88% do lixo doméstico é jogado em aterros sanitários que produzem gás metano e chorume - substâncias tóxicas que contaminam o ar, a água e o solo.
• desperdício anual de R$ 300 milhões em material reciclável.
Para que isso mude temos que tomar certas providências dentro de casa também. Podemos começar com a coleta seletiva. Procurar nos informar se a empresa em que trabalhamos, o condomínio ou bairro em que morramos têm projeto de reciclagem. Evitarmos o desperdício. Ou mesmo, doarmos materiais recicláveis para instituições que trabalham com o aproveitamento. Isto no caso do lixo.
No caso da água e energia a ordem é economizar. Usar o transporte próprio somente para longas distâncias, dar carona para os vizinhos, caminhar mais, etc.
Devemos ensinar nossos filhos o conceito de sustentabilidade e sua urgência. Eles crescerão apresentando comportamentos em casa, na escola e, futuramente, no trabalho que garantirão isto. E assim, renovarmos a esperança de uma vida saudável no futuro.
ARTICULISTA
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